A história das Ring Girls brasileiras no MMA ganhou força principalmente a partir da expansão do esporte no país e da chegada do UFC ao mercado brasileiro. Algumas profissionais passaram a ser reconhecidas não apenas por aparecerem nos eventos, mas também por sua presença em ações com fãs, pesagens, ensaios, programas e outros projetos ligados às organizações.
Entre os nomes que aparecem com documentação em fontes esportivas estão Camila Oliveira, Aline Franzoi, Jhenny Andrade, Luciana Andrade e Geisa Vitorino. As trajetórias são diferentes. Camila, Aline, Jhenny e Luciana ficaram associadas ao UFC como Octagon Girls, enquanto Geisa construiu uma trajetória especialmente ligada ao Jungle Fight.
O termo Ring Girl também pode variar de acordo com a organização. No UFC, a denominação oficial utilizada para essas profissionais é Octagon Girl, enquanto em outras competições brasileiras é comum encontrar Ring Girl ou “moça da placa”.
Quais foram as Ring Girls brasileiras que ganharam destaque no MMA?
Entre os nomes mais documentados na história recente do MMA brasileiro estão:
| Ring Girl | Principal associação no MMA | Destaque documentado |
|---|---|---|
| Camila Oliveira | UFC | Primeira brasileira apresentada oficialmente como Octagon Girl do UFC |
| Aline Franzoi | UFC | Uma das primeiras brasileiras a atuar como Octagon Girl do UFC |
| Jhenny Andrade | UFC | Reconhecimento internacional e prêmio de Ring Girl do Ano no MMA Awards |
| Luciana Andrade | UFC | Octagon Girl brasileira apresentada oficialmente pelo UFC em 2014 |
| Geisa Vitorino | Jungle Fight | Longa trajetória como Ring Girl e forte reconhecimento entre fãs do MMA brasileiro |
Essa relação não significa que sejam as únicas brasileiras que trabalharam como Ring Girls. Ela reúne nomes que possuem registros públicos relevantes em fontes esportivas e nas próprias organizações.
Camila Oliveira: a primeira brasileira Octagon Girl do UFC
Camila Oliveira ocupa um lugar importante na história das Ring Girls brasileiras porque o próprio UFC a identifica como sua primeira Octagon Girl brasileira.
Ela foi apresentada pelo UFC em janeiro de 2013, quando a organização realizou seu primeiro evento no Brasil daquele ano. Na ocasião, Camila Oliveira e Aline Franzoi apareceram na pesagem do UFC on FX 7, em São Paulo.
Posteriormente, o próprio UFC voltou a identificar Camila como a pioneira entre as brasileiras na função.
A participação de Camila também foi além dos momentos imediatamente relacionados às lutas. O UFC registrou sua presença em eventos para fãs, sessões de fotos, autógrafos, pesagens e outras atividades promocionais.
Em 2014, por exemplo, Camila participou ao lado de Jhenny Andrade de uma programação do UFC em Curitiba que incluía sessão de autógrafos, interação com fãs e atividades relacionadas à pesagem oficial.
A trajetória de Camila mostra como a função de Octagon Girl dentro do UFC estava integrada ao espetáculo e às ações de relacionamento com o público, e não apenas à apresentação das placas durante os rounds.
Aline Franzoi: uma das primeiras brasileiras do UFC
Aline Franzoi também faz parte do início da presença brasileira de Octagon Girls no UFC.
O registro oficial do UFC sobre a estreia das brasileiras em 2013 esclarece um detalhe importante: inicialmente a organização divulgou a chegada de uma primeira brasileira, mas a pesagem acabou marcando a estreia de duas brasileiras, Camila Oliveira e Aline Franzoi.
Por isso, Aline aparece na documentação histórica como uma das primeiras brasileiras a exercer a função de Octagon Girl no UFC.
Sua presença é particularmente relevante quando se analisa a formação inicial da representação brasileira da organização. Entretanto, existe menos material biográfico público disponível sobre Aline do que sobre algumas das profissionais que posteriormente tiveram maior exposição na mídia.
Isso é importante para evitar uma conclusão comum em conteúdos sobre o tema: ausência de grande quantidade de registros atuais não significa que uma profissional não tenha tido importância naquele período.
Jhenny Andrade: uma das brasileiras mais reconhecidas internacionalmente
Jhenny Andrade tornou-se um dos nomes brasileiros mais associados à função de Octagon Girl no UFC.
Natural de São Paulo, ela foi anunciada pelo UFC em agosto de 2013. Antes de ingressar na organização, já havia trabalhado como jornalista, apresentadora de televisão e participado de reality show.
Sua estreia como Octagon Girl ocorreu na pesagem do UFC 163, evento realizado no Rio de Janeiro.
A trajetória de Jhenny ganhou ainda mais visibilidade dentro do MMA internacional por causa do reconhecimento recebido nos MMA Awards.
Em 2017, o UFC informou que Jhenny havia sido escolhida como Ring Girl of the Year de 2016. O reconhecimento foi particularmente relevante porque veio de uma premiação internacional relacionada ao universo do MMA.
O próprio UFC também registrou sua participação em diferentes atividades promocionais, incluindo eventos com fãs, pesagens e ações relacionadas à organização.
Jhenny Andrade e o crescimento da função
Um aspecto interessante da trajetória de Jhenny é que sua atuação ajuda a demonstrar como a função passou a envolver diferentes pontos de contato com o público.
Em relatos publicados pelo UFC, aparecem atividades como fotografias com fãs, presença em arenas, participação em eventos promocionais e interação durante os eventos.
Isso ajuda a compreender por que uma Ring Girl de grande exposição pode acabar se tornando uma personalidade reconhecida dentro do próprio ecossistema do MMA.
A função não se limita necessariamente a caminhar ao redor do octógono com uma placa. O contrato, a organização e o evento determinam quais atividades fazem parte do trabalho.
Luciana Andrade: do direito à Octagon Girl do UFC
Luciana Andrade entrou para a história do UFC Brasil em 2014.
Ao apresentar a profissional, o UFC informou que ela era curitibana, formada em Direito e que havia trabalhado durante anos na área jurídica antes de atuar como modelo e ingressar no universo dos eventos.
Sua estreia como Octagon Girl aconteceu na pesagem do UFC Fight Night realizado em Uberlândia, Minas Gerais.
O UFC também registrou a presença de Luciana ao lado de Jhenny Andrade e Camila Oliveira em diferentes eventos e galerias oficiais.
Em uma das imagens publicadas pela organização, as três aparecem juntas durante uma pesagem em Goiânia em 2015.
A trajetória de Luciana é interessante porque mostra que o trabalho de Ring Girl ou Octagon Girl não necessariamente representa o primeiro contato profissional da pessoa com o mercado. No caso dela, a apresentação oficial do UFC destacou uma formação acadêmica e uma experiência profissional anterior bastante diferente da atividade de modelo.
Geisa Vitorino: uma história diferente no MMA brasileiro
Se Camila, Aline, Jhenny e Luciana estão diretamente associadas à história brasileira das Octagon Girls do UFC, Geisa Vitorino representa outro capítulo importante: o das Ring Girls ligadas a organizações brasileiras de MMA.
Geisa ficou especialmente conhecida pelo trabalho no Jungle Fight.
Segundo o SporTV, ela já atuava em eventos de MMA desde 2009 e passou a ser Ring Girl oficial do Jungle Fight. Em 2012, veículos esportivos já registravam seu forte reconhecimento entre os fãs da modalidade.
Sua trajetória no Jungle Fight foi longa. Em 2015, ao deixar a função, o Combate informou que Geisa havia completado quatro anos e 50 edições do evento.
Esse dado ajuda a dimensionar sua importância histórica dentro do MMA brasileiro.
Geisa Vitorino e o reconhecimento fora da placa
Geisa também teve uma trajetória que ultrapassou a função tradicional de apresentar os números dos rounds.
O SporTV produziu conteúdos sobre sua participação nos bastidores do Jungle Fight, incluindo uma reportagem em que ela atuou como repórter por um dia e entrevistou lutadores e profissionais envolvidos na realização do evento.
Ela também estava ligada ao fisiculturismo e participou de eventos esportivos fora do MMA.
Esse cruzamento entre Ring Girl, modelo, atleta e personalidade de mídia mostra uma característica importante do mercado: a função pode servir como ponto de contato entre diferentes áreas do entretenimento esportivo.
O que diferencia as Ring Girls brasileiras do UFC e do Jungle Fight?
A principal diferença está na organização e no contexto em que cada profissional atuou.
No UFC, o termo oficial utilizado é Octagon Girl. A organização documentou a participação de suas profissionais em pesagens, ações com fãs, sessões de fotos, autógrafos e outras atividades promocionais.
No Jungle Fight, por outro lado, fontes brasileiras utilizaram predominantemente o termo Ring Girl.
A diferença também aparece na forma como a mídia apresentou essas profissionais.
No UFC, Camila Oliveira, Jhenny Andrade e Luciana Andrade foram associadas diretamente à marca internacional da organização.
No Jungle Fight, Geisa Vitorino tornou-se uma personalidade fortemente ligada à própria identidade do evento brasileiro.
Portanto, não é correto tratar todas as Ring Girls como se tivessem exatamente o mesmo contrato, as mesmas responsabilidades ou a mesma trajetória profissional.
Por que algumas Ring Girls brasileiras ficaram tão conhecidas?
A exposição de uma Ring Girl depende de vários fatores.
O primeiro é a dimensão da organização. Trabalhar em uma empresa internacional como o UFC coloca a profissional diante de uma audiência muito maior do que a de muitos eventos regionais.
O segundo é a frequência de aparições. Uma profissional que participa de diversos eventos durante anos tende a construir maior reconhecimento entre os fãs.
O terceiro é a presença na mídia. Entrevistas, ensaios, programas esportivos e conteúdos digitais podem ampliar consideravelmente a exposição.
Outro fator é a participação em atividades fora do momento da luta.
As próprias publicações do UFC mostram Camila Oliveira e Jhenny Andrade em eventos para fãs, sessões de autógrafos e ações promocionais. No caso de Geisa Vitorino, o SporTV produziu conteúdos específicos sobre sua rotina e sua participação nos bastidores do Jungle Fight.
A combinação desses fatores pode transformar uma profissional inicialmente conhecida apenas pela função de Ring Girl em uma personalidade associada ao MMA.
Ring Girl brasileira precisa ser lutadora de MMA?
Não.
A função de Ring Girl ou Octagon Girl não é uma categoria de competição esportiva e não exige que a profissional seja lutadora.
Isso fica evidente nas próprias trajetórias documentadas. Camila Oliveira, Jhenny Andrade e Luciana Andrade foram apresentadas pelo UFC como Octagon Girls, enquanto suas biografias públicas destacavam experiências profissionais diferentes.
Geisa Vitorino, por sua vez, também tinha ligação com o fisiculturismo.
É importante separar as funções: uma lutadora de MMA compete profissionalmente ou de forma amadora segundo as regras da modalidade; uma Ring Girl exerce uma função de apresentação, entretenimento ou promoção dentro de um evento, conforme as atribuições definidas pela organização.
Uma mesma pessoa pode atuar em mais de uma área, mas uma função não implica automaticamente a outra.
A função mudou com o crescimento do MMA no Brasil?
Sim, os registros históricos indicam uma ampliação das atividades associadas à função.
No UFC, o próprio material oficial da organização descreve uma evolução das Octagon Girls desde os primeiros anos da empresa, quando sua presença estava relacionada à identificação dos competidores e, posteriormente, à apresentação dos rounds.
No Brasil, os registros de Camila Oliveira e Jhenny Andrade mostram participação em ações promocionais, sessões com fãs e eventos relacionados às pesagens.
No Jungle Fight, Geisa Vitorino também apareceu em conteúdos de bastidores e atividades relacionadas à divulgação do evento.
Isso significa que a Ring Girl moderna pode ocupar uma posição que conecta evento, público, entretenimento, mídia e promoção de marca.
A extensão dessas atividades, entretanto, varia conforme a organização e o contrato.
As Ring Girls brasileiras também participaram de eventos com fãs?
Sim.
Esse é um dos pontos que ajudam a explicar a popularidade de algumas profissionais.
O UFC registrou Camila Oliveira e Jhenny Andrade em eventos abertos ao público, sessões de autógrafos e atividades promocionais.
Em Curitiba, por exemplo, as duas participaram de uma programação do UFC ao lado de Junior “Cigano” dos Santos. O evento incluía autógrafos, perguntas e respostas e contato com os fãs.
Em Uberlândia, Camila e Jhenny também participaram de um evento em shopping destinado ao público do UFC.
Essas atividades ajudam a aproximar a profissional da audiência e aumentam sua associação com a marca do evento.
As Ring Girls brasileiras receberam reconhecimento em premiações?
Sim, pelo menos no caso de Jhenny Andrade há um registro oficial particularmente relevante.
Em 2017, o UFC informou que Jhenny foi eleita Ring Girl of the Year de 2016 no MMA Awards.
O nome dela também aparece entre as indicadas à categoria Ringcard Girl of the Year em edições posteriores da premiação.
Isso demonstra que a presença de brasileiras deixou de ser apenas um fenômeno ligado aos eventos realizados no país e passou a aparecer também em premiações internacionais relacionadas ao MMA.
Linha do tempo das Ring Girls brasileiras no MMA
2009: Geisa Vitorino já atuava como “moça da placa” em eventos de MMA, segundo registro posterior do SporTV.
2012: Geisa ganha ampla exposição na cobertura esportiva brasileira e consolida sua ligação com o Jungle Fight.
Janeiro de 2013: Camila Oliveira é apresentada pelo UFC como a primeira brasileira Octagon Girl.
Janeiro de 2013: Aline Franzoi também participa da estreia das brasileiras como Octagon Girls em um evento do UFC no Brasil.
Agosto de 2013: Jhenny Andrade é anunciada pelo UFC como nova Octagon Girl brasileira.
2014: Luciana Andrade é apresentada oficialmente pelo UFC como nova Octagon Girl.
2014: Camila, Jhenny e Luciana aparecem juntas em registros oficiais de eventos do UFC no Brasil.
2015: Geisa Vitorino encerra sua passagem pelo Jungle Fight depois de quatro anos e 50 edições, segundo o Combate.
2017: Jhenny Andrade é anunciada pelo UFC como vencedora do prêmio de Ring Girl of the Year de 2016 no MMA Awards.
Essa linha do tempo mostra que a história brasileira não foi construída por uma única geração de profissionais. Ela passou por diferentes organizações, períodos e formatos de exposição.
Quem foi a Ring Girl brasileira mais importante?
Não existe um critério objetivo único que permita estabelecer uma “mais importante”.
Camila Oliveira possui um marco histórico específico: foi apresentada pelo UFC como a primeira brasileira Octagon Girl.
Aline Franzoi participou do início da presença brasileira de Octagon Girls na organização.
Jhenny Andrade acumulou longa exposição no UFC e recebeu reconhecimento internacional em premiação ligada ao MMA.
Luciana Andrade representa outra fase da presença brasileira no UFC e possui uma trajetória profissional anterior documentada pela própria organização.
Geisa Vitorino construiu uma trajetória particularmente longa no Jungle Fight e tornou-se um dos nomes mais associados às Ring Girls do MMA brasileiro naquele período.
Por isso, é mais preciso analisar cada trajetória de acordo com critérios diferentes, como pioneirismo, tempo de atuação, associação com determinada organização, exposição na mídia ou reconhecimento em premiações, em vez de criar um ranking sem metodologia.
O que essas histórias mostram sobre a profissão de Ring Girl?
As trajetórias dessas brasileiras revelam que a profissão pode assumir formatos diferentes.
Camila Oliveira representa um marco de pioneirismo no UFC brasileiro. Aline Franzoi integra o grupo que participou da estreia das brasileiras na organização. Jhenny Andrade alcançou reconhecimento internacional dentro do MMA. Luciana Andrade chegou ao UFC depois de uma trajetória profissional anterior. Geisa Vitorino construiu uma relação de longa duração com uma das principais organizações brasileiras.
Existe, portanto, mais de uma maneira de construir uma carreira como Ring Girl.
A visibilidade pode vir da organização, da frequência de eventos, da mídia, das redes sociais, das ações promocionais, de outros trabalhos como modelo ou apresentadora e da capacidade de transformar a exposição obtida no esporte em novas oportunidades profissionais.
Perguntas frequentes
Quem foi a primeira Ring Girl brasileira do UFC?
O UFC identifica Camila Oliveira como a primeira brasileira a ocupar a função de Octagon Girl da organização. Aline Franzoi também participou da estreia das brasileiras no UFC em janeiro de 2013.
Quem é Jhenny Andrade?
Jhenny Andrade é uma brasileira que trabalhou como Octagon Girl do UFC. Ela foi anunciada pela organização em 2013 e posteriormente recebeu o prêmio de Ring Girl of the Year de 2016 no MMA Awards.
Quem foi Geisa Vitorino?
Geisa Vitorino foi uma Ring Girl brasileira especialmente associada ao Jungle Fight. Segundo o Combate, ela deixou a função em 2015 depois de quatro anos e 50 edições do evento.
Luciana Andrade foi Ring Girl do UFC?
Sim. O UFC apresentou Luciana Andrade como nova Octagon Girl em 2014. Ela estreou na pesagem de um UFC Fight Night em Uberlândia.
Aline Franzoi foi Octagon Girl do UFC?
Sim. Aline Franzoi participou, ao lado de Camila Oliveira, da estreia das primeiras brasileiras como Octagon Girls do UFC em janeiro de 2013.

















